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O que todos queremos para os nossos filhos?

O que todos queremos para os nossos filhos?

O que todos queremos para os nossos filhos?

Que sejam felizes certo?

Eu tenho uma meta para os meus filhos que foi a mesma que a minha mãe me ensinou.

Aquilo que eu quero para os meus filhos, é que continuem a ser pessoas felizes e boas.

Acredito profundamente que só as pessoas felizes conseguem ser boas, e as pessoas boas podem ser verdadeiramente felizes.

Não é isso no final do dia que todos queremos?

Quando estamos a escolher a escola que vai acolher os nossos filhos durante a sua vida escolar, o que temos em mente? Que critérios usamos na escolha? Temos a vontade de ler as metas para o pré-escolar? Saber aquilo que é verdadeiramente importante?

Muitas vezes ouvimos: “bem ele já sabe contar até 100, já consegue escrever os números até 50 sem trocar, já sabe ler muitas palavras… está preparadíssimo para o primeiro ano”! Mas o que está por trás disto? Como está esta criança emocionalmente?

Evidentemente que há competências a adquirir, objetivos a serem cumpridos, mas há muito para fazer e descobrir, antes de ler, escrever e somar!!

Antes de se sentar na cadeira da escola, a criança dá os primeiros passos na autonomia e independência para que, desde cedo e de forma natural, se sinta segura e capaz de gerir os desafios que vão surgindo a qualquer momento.

Mas há tantas competências que temos de ensinar e que evidentemente a escola dá uma grande ajuda: a tolerância à frustração, a autoestima, a autoconfiança, a persistência, a resiliência – possibilidade de fazer face à frustração de forma positiva. Esta capacidade leva a criança a ser forte e optimista! A solidariedade, a partilha, os limites, o saber errar… aprender a saber errar é para mim um dos maiores desafios. Na escola iremos errar para aprender. Na vida iremos errar para aprender. Além da Inteligência emocional claro. Aprender a expressar e a regular as emoções.

A capacidade de fazer amigos e de ser aceite no grupo de colegas. É no pré-escolar que se começam a formar as grandes amizades. Onde se começa a aprender a sentir o calor dos abraços dos amigos.

A capacidade de cooperação também não pode ficar esquecida. Aprender a cooperar, a fazer tarefas em grupo, onde se tem de aprender a esperar pela sua vez, onde de tem de discutir tarefas de grupo.

A criatividade e a imaginação! A criatividade é essencial na preparação da criança para a fase aprendizagens.

A criança cresce, aprende, desenvolve-se através das interações que estabelece com as pessoas que a amam, que dela cuidam, que lhe dão segurança, que estão atentas às suas caraterísticas, que a desafiam.

Em modo de fim, o mais importante, o essencial, aquilo que nunca pode ser posto de lado… o brincar. Brincar é um direito. As crianças crescem a brincar. Aprendem a brincar.

Lembrem-se que na educação não há metas. É um caminho que se faz a caminhar. Todos os dias são bons dias e novos dias para nos transformarmos em pessoas melhores. E assim inspiramos os nossos filhos a serem melhores também!

Por Vera Ribeiro da Cunha, Psicóloga Educacional

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