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Moda infantil

Moda infantil

Esta moda infantil! Filho, emprestas-me a tua roupa?

Tudo o que é pequeno tem graça. Já sabia isto antes de ser mãe, do que não estava à espera era de perceber que o meu filho de um ano e meio já tem roupa mais gira do que a minha. Não estou a brincar. Naquelas gavetinhas e cabides mini cabe um mundo enorme chamado moda infantil. Um mundo onde o “rosinha” e o “azulinho” e tudo o que cheira a pó de talco foram destronados por um universo gráfico a explodir de cores, design e criatividade, onde dá vontade de perguntar, a cada coleção ou colaboração nova: “desculpe, isto existe no meu tamanho?”.

Agora esta é que é a parte engraçada. Muitas vezes, e cada vez mais, até existe. É uma tendência recente em que marcas que nasceram para vestir crianças tornaram-se de tal maneira um fenómeno que cresceram – neste caso literalmente – e começaram a vestir também os pais. Os exemplos já dão para encher um provador e incluem algumas das minhas etiquetas favoritas: Tiny Cottons, Bobo Choses, Bonton, Wolf & Rita ou Cherry Papaya, o caso mais recente de uma marca made in Portugal que esticou a oferta dos três meses até ao XL, a pedido de várias famílias.   

Não estamos a falar de ter adultos vestidos com t-shirts de super-heróis ou saias de tule, porque estas marcas são muito mais do que isso. São marcas para crianças desenhadas com tanta originalidade e bom gosto que acabam por trazer alguma vontade de renovação ao nosso próprio armário – se é que ele ainda tem alguma. Entre o entusiasmo das primeiras peças e a mudança das estações num corpinho cheio de vida que não pára de crescer (leia-se: de mudar de tamanho), o que é verdade é que desde que sou mãe passo mais tempo a ver roupa para o meu filho do que para mim. É só mais uma cedência no meio de outras 1235, por isso agradeço que haja algum bombom aqui pelo meio. Para além disso, confesso que acho este “tal filho, tal mãe” completamente inesperado e divertido, por inverter a ordem habitual das coisas. Com uma graça acrescida: é completamente family friendly e cristaliza a própria ideia de família como um clã unido. Na saúde, na doença e no armário.

Por Ana Dias Ferreira

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